Exposição sobre Zuzu Angel no Itaú Cultural

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Acontece no Itaú Cultural até o dia 11 de maio, a exposição “Ocupação Zuzu” que é o primeiro evento do instituto a tratar da moda como expressão artística e de reflexão cultural. Serão ao todo quatro andares do instituto dedicados a documentos, cartas, vestidos e referências que constroem o universo da fashion designer.

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Suas peças tinham como referências o tropicalismo brasileiro, traduzidos nas estampas de chita, pássaros e florais.

No auge do sucesso de Zuzu e de sua projeção internacional, seu filho é preso. Em 1971, a estilista realiza, em Nova York, um desfile de protesto e a partir de então o luto passa a ser seu hábito.

A estilista virou símbolo da luta contra a ditadura militar e substituiu suas estampas de borboletas e anjos por bordados de tanques, anjos engaiolados, balas de canhão e quepes militares.

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A exposiçnao está linda e é uma ótima oportunidade de conhecer um pouco da história deste ícone da moda brasileira que usou sua arte como protesto.

 

Ocupação Zuzu

Itaú Cultural

Avenida Paulista, 149 – Bela Vista – São Paulo – SP – Tel.: (11) 2168 1776

terça 1 de abril a domingo 11 de maio
terça a sexta das 9h às 20h (permanência até as 20h30); sábado, domingo e feriado das 11h às 20h
Pisos 1, térreo, -1 e -2

Grátis!

Para Nelson Rodrigues

O Itaú Cultural homenageia o Nelson Rodrigues. Com curadoria da filha de Nelson, Maria Lucia Rodrigues, e de sua neta, Sonia Muller, foram reunidas mais de 150 imagens resgatadas do acervo da família, da Funarte, da Fundaj, do fotógrafo Silvestre Silva, entre outros materiais relacionados à vida e produção de Nelson Rodrigues. Ainda estão programadas as peças de teatro, dirigidas por Nelson Baskerville, 17 X Nelson – Se Não É Eterno, Não É Amor, nos dias 30 de junho e 1 de julho, e Os 7 Gatinhos, nos dias 21 e 22 de julho. No segundo semestre, a ocupação é exibida na Torre Malakoff, em Recife.

  • Datas: 21 de Junho29 de Julho de 2012
  • Horários: Terça a sexta, 9h às 20h; sábado, domingo e feriado, 11h às 20h. Midiateca: segunda a sexta, 12h às 20h; sábado, 11h às 20h
  • Preços: Gratuito
  • Local: Itaú Cultural – Avenida Paulista 149
  • Site: http://www.itaucultural.org.br/ocupacao/

O espetáculo homenageia o centenário de Nelson Rodrigues, um de nossos maiores dramaturgos. Trata-se de uma adaptação de oito de seus contos, extraídos da famosa coluna A vida Como Ela É…, publicada no jornal carioca Última Hora nos anos 1950. As histórias românticas, O Pediatra, Despeito, Selvageria, Noiva da Morte, Flor de Laranjeira, As Gêmeas e A Esbofeteada são representadas com contação de história, preservando o melodrama e o saboroso texto narrativo, característicos do autor. A encenação se utiliza de alta dose de teatralidade explícita, não realista, como máscaras, sombras, quadros vivos e manipulação de bonecos.

  • Datas: 07 de Julho a 2 de Setembro de 2012
  • Horários: Sextas às 20h, sábados às 17h e às 20h, e domingos às 19h
  • Preços: R$6,00 (inteira) / R$3,00 (meia)
  • Local: Centro Cultural Banco do Brasil – Rua Álvares Penteado, 112

Elenco: Marcos Breda, Fernanda D’umbra, Duda Mamberti, Sidney Santiago, Bete Correia, Cintya Chaves, Tuca Fanchin e Luís Soares.
Direção: Luís Arthur Nunes.

Créditos: Guia da Semana

Eu super indico…Ocupação Angeli

Em sua 12ª edição o Itaú Cultural apresenta o programa de Ocupação Angeli, a exposição reúne 800 obras assinadas pelo cartunista sendo 80 originais e cerca de 20 fotos de arquivo pessoal, incluindo retatos de infância e adolescência produzidas ao longo de seus 40 anos de carreira.

Angeli é um dos mais conhecidos chargistas brasileiros. Teve suas tiras publicadas na Europa e trabalhou em emissoras como Tv Cultura e Globo. Desde os anos 80 vem desenvolvendo uma galeria de personagens famosos por satirizar o cotidiano, tais como Meia Oito e Nanico, Luke e Tantra, Rê Bordosa entre outros…

Nesta edição com curadoria da arquiteta e designer gráfica Carolina Guaycuru, parte do ambiente é recriado no espaço expositivo projetado pela cenógrafa e arquiteta Patrícia Rabbat. O produtor musical, sonoplasta e artista gráfico Pedro Angeli faz uma apresentação de live image.

Visitação

Sexta 16 de Março a domingo 29 de Abril de 2012

Terça a sexta 9h às 20h

Sábado, Domingo e Feriado 11h às 20h

Entrada Franca

Maiores informações http://www.itaucultural.org.br/ocupacao/

IMPERDÍVEL!!!

O Itaú Cultural apresenta, até 16 de maio, a mostra Hélio Oiticica – Museu É O Mundo. A exposição é a maior já realizada para homenagear o processo criativo do artista plástico da vanguarda brasileira dos anos 50, 60 e 70. Em 2010, completa-se 30 anos de morte de Oiticica.

Considerado um dos mais importantes artistas brasileiros, Hélio Oiticica, nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. O artista tem entre suas obras mais importantes a “Tropicália”, que inspirou e deu nome ao movimento cultural brasileiro que revolucionou a música, o cinema, o design, a moda e as artes do país nos anos 70, e os Parangolés. Iniciou com pintura, e a partir do início dos anos 60, começou a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar.

Fazendo uso de maneiras que rompiam com a ideia de contemplação estática da tela, trouxe uma nova proposta da apreciação mais completa da obra, fazendo a junção entre o tato, olfato, audição e do paladar. Entre as novas criações, estão obras como os “Penetráveis”, criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador.

Em 1964, o artista aproximou-se da cultura popular e passou a frequentar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tornando-se passista e integrando-se na comunidade do morro. E daí surgiram os Parangolés.

“Agitação súbita ou alegria inesperada”, esse era o significado de parangolé na gíria dos morros cariocas nos anos 60. Tanto valia para o burburinho de uma roda de samba quanto para o susto de uma batida policial. Para Hélio Oiticica, parangolés eram capas de algodão ou náilon, com poemas em tinta sobre o tecido. Essas obras causaram polêmicas e ele as definia como “antiarte por excelência”.

Quando sozinhas e fechadas, lembravam “as asas murchas de um pássaro”, segundo o poeta Haroldo de Campos, quando vestidas por alguém pareciam com uma “asa-delta para o êxtase”,  também de acordo com o poeta.”  Diz Oiticica: “o objetivo é dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para participante na atividade criadora”.

Parangolé, portanto, não é uma “obra”, mas o “lugar” no qual essa experiência artística acontece, levando o indivíduo a trocar a percepção artística pela expressão artística.

No dia 22 de março de 1980 o artista morreu após sofrer um acidente vascular cerebral no Rio de Janeiro.

Veja o video e leia mais sobre o assunto aqui, em uma material bárbara escrita por Ricardo Oliveiros

Imperdível, não deixem de ver!

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