IMPERDÍVEL!!!

O Itaú Cultural apresenta, até 16 de maio, a mostra Hélio Oiticica – Museu É O Mundo. A exposição é a maior já realizada para homenagear o processo criativo do artista plástico da vanguarda brasileira dos anos 50, 60 e 70. Em 2010, completa-se 30 anos de morte de Oiticica.

Considerado um dos mais importantes artistas brasileiros, Hélio Oiticica, nasceu e faleceu no Rio de Janeiro. O artista tem entre suas obras mais importantes a “Tropicália”, que inspirou e deu nome ao movimento cultural brasileiro que revolucionou a música, o cinema, o design, a moda e as artes do país nos anos 70, e os Parangolés. Iniciou com pintura, e a partir do início dos anos 60, começou a definir qual seria o seu papel nas artes plásticas brasileiras e a conceituar uma nova forma de trabalhar.

Fazendo uso de maneiras que rompiam com a ideia de contemplação estática da tela, trouxe uma nova proposta da apreciação mais completa da obra, fazendo a junção entre o tato, olfato, audição e do paladar. Entre as novas criações, estão obras como os “Penetráveis”, criados para serem vivenciados (ou penetrados) pelo espectador.

Em 1964, o artista aproximou-se da cultura popular e passou a frequentar a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira, tornando-se passista e integrando-se na comunidade do morro. E daí surgiram os Parangolés.

“Agitação súbita ou alegria inesperada”, esse era o significado de parangolé na gíria dos morros cariocas nos anos 60. Tanto valia para o burburinho de uma roda de samba quanto para o susto de uma batida policial. Para Hélio Oiticica, parangolés eram capas de algodão ou náilon, com poemas em tinta sobre o tecido. Essas obras causaram polêmicas e ele as definia como “antiarte por excelência”.

Quando sozinhas e fechadas, lembravam “as asas murchas de um pássaro”, segundo o poeta Haroldo de Campos, quando vestidas por alguém pareciam com uma “asa-delta para o êxtase”,  também de acordo com o poeta.”  Diz Oiticica: “o objetivo é dar ao público a chance de deixar de ser público espectador, de fora, para participante na atividade criadora”.

Parangolé, portanto, não é uma “obra”, mas o “lugar” no qual essa experiência artística acontece, levando o indivíduo a trocar a percepção artística pela expressão artística.

No dia 22 de março de 1980 o artista morreu após sofrer um acidente vascular cerebral no Rio de Janeiro.

Veja o video e leia mais sobre o assunto aqui, em uma material bárbara escrita por Ricardo Oliveiros

Imperdível, não deixem de ver!

bjkas